Mediar, orientar e encaminhar. Estas são algumas funções desempenhadas pelas assistentes sociais no processo de internação domiciliar. Elas são peças indispensáveis, pois têm a responsabilidade de esclarecer todos os procedimentos e tirar as dúvidas da família do paciente antes de começar o tratamento. “É um trabalho de parceria entre a equipe multidisciplinar que vai cuidar do paciente e os familiares”, esclarece Maria Auxiliadora Evangelista Simões, profissional que atua na SOSVIDA há três anos. Ela diz ainda que precisa orientar todas as normas e procedimentos da Internação e conscientizar a família sobre as mudanças que vão ocorrer na rotina da residência quando a internação efetivamente começar, além de identificar se a moradia reúne as condições adequadas para receber o paciente.
Como fica responsável pelo contato social no momento da Captação do Paciente, Maria Auxiliadora destaca que precisa levantar o maior número possível de informações para elaborar um diagnóstico social correto da família para a equipe de assistência da SOSVIDA, formada por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiras e nutricionistas. “Tenho que ser minunciosa, explicar tudo e até entrar na linguagem da família, se necessário, para esclarecer qualquer dúvida”, diz. Nesse primeiro contato são identificados os responsáveis e os cuidadores, que vão assumir o paciente.
A internação domiciliar tem inúmeras vantagens em relação ao tratamento no hospital, como a redução nos índices de infecção e um maior calor humano entre o paciente e a família, o que ajuda na recuperação. “Detectamos, inicialmente, o envolvimento do responsável com o paciente. Levar para casa não é só evitar o risco de infecção hospitalar, é preciso participação da família para que o paciente melhore”, destaca.
Rosana Alfano Santiago, outra assistente social da SOSVIDA, lembra que depois de aprovada a internação, o trabalho de orientação às famílias continua. “Eles sabem que estamos ali para ouvi-los, orientá-los”, destaca Rosana. Além disso, orientamos, quando é o caso, sobre remédios que podem ser adquiridos, gratuitamente, em postos de saúde do governo”.
Além de realizar o primeiro contato com a família, a assistente social faz visitas periódicas para avaliar como a família está lidando com a internação domiciliar do paciente. A primeira visita é feita 72 horas após o internamento domiciliar e depois a periodicidade vai depender da demanda da família. Além disso, a assistente social faz marcação de exames e relatórios para benefícios, como o INSS.
Rosana diz que enfrenta algumas dificuldades no trabalho. Um deles é lidar com as mães de filhos pequenos que precisam passar pela internação domiciliar. “A expectativa é muito maior e diferenciada. Elas têm muito mais dificuldade de aceitar o diagnóstico”, destaca Rosana, lembrando que nesses casos é preciso muita paciência para contornar a situação. “Muitas coisas a família só confia ao assistente social, profissional que precisa estar sempre disponível para ouvir e tentar ajudar”, finaliza Rosana.
O trabalho das assistentes sociais da SOSVIDA é reconhecido pelos familiares dos pacientes. É o caso de Sérgio Santos de Carvalho, 59 anos, cuja esposa, Maria das Graças Silva de Carvalho, sofre de mal de Parkinson. “Quando precisei mudar minha mulher da Barra para Nazaré, recebi toda a atenção da SOSVIDA, que avaliou o novo espaço físico e agilizou a parte de logística”, destaca Sérgio Santos, acrescentando que a troca foi muito positiva para a paciente. “Estamos agora numa residência maior, mais ventilada e agradável”, ressalta Sérgio Santos. “Além disso, sempre que preciso de uma auxiliar de enfermagem ou outra coisa qualquer, elas estão sempre disponíveis para ajudar”, finaliza.
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