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Cientistas desenvolvem novo teste para Alzheimer

Uma equipe de cientistas, baseada principalmente na Universidade Stanford (EUA), desenvolveu um teste com cerca de 90% de precisão para distinguir o sangue de pessoas com mal de Alzheimer do sangue dos não portadores da doença. O teste acusou uma precisão de cerca de 80% na previsão de quais pacientes com perda leve de memória desenvolveriam Alzheimer dois a seis anos depois.

Especialistas não envolvidos no projeto consideram preliminares os resultados, publicados online na Nature Medicine. Eles advertiram que o trabalho precisa ser validado por outros pesquisadores e em estudos muito maiores, porque já houve muitas decepções no passado.

"Pesquisar biomarcadores para Alzheimer é uma área muito quente", disse o Dr. William Jagust, da Universidade da Califórnia. "As coisas tendem a chamar muita atenção e nem sempre fazem por merecer." Hoje, a doença é detectada por testes, mas esse diagnóstico depende também do julgamento do médico.

Os especialistas acham que seria útil ter algo como um teste de gravidez para Alzheimer - que fosse simples e definitivo e detectasse a doença em seu início - talvez antes mesmo de os sintomas aparecerem. Mas, como hoje os tratamentos não são muito eficazes, algumas pessoas poderiam não querer uma notificação precoce de que são portadoras de uma doença incurável.

"Há pessoas que querem saber o que seu futuro lhes reserva para poder planejar suas coisas e seguir vivendo", disse o Dr. Sam Gandy, da Mount Sinai School of Medicine, em Nova York e presidente do conselho médico e consultivo da Associação de Alzheimer dos Estados Unidos. Mas a verdadeira utilidade de um teste virá quando forem desenvolvidos produtos capazes de desacelerar ou interromper a progressão da doença.

Fonte: www.ivdn.ufrj.br
 

 
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