atalhodicas
atalhodicas
 
.
 
Pacientes cardíacos preferem remédios a comida saudável e exercícios físicos

Pesquisa realizada no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia constatou que a maior parte dos pacientes cardíacos tem dificuldade em mudar hábitos alimentares e de vida, o que os leva a se apoiarem somente na medicação para manter a doença sob controle.

Responsável pelo programa de orientação nutricional, ele se interessou em verificar se os cuidados recomendados são seguidos pelos pacientes. "O intuito é o aprimoramento da nossa abordagem", explica o médico. Para tanto, elaborou questionário com perguntas baseadas nas principais recomendações para um estilo de vida saudável. Ao aplicá-lo, descobriu que 51% dos entrevistados são totalmente sedentários, ou seja, não praticam nenhuma atividade física; que 40% não consomem legumes e verduras diariamente e apenas 18% ingerem alimentos integrais todos os dias.

Ainda há outros hábitos incentivados no atendimento do hospital que não são seguidos pela maioria. O uso de margarinas sem gordura trans, por exemplo, não é adotado por 60% deles, assim como o cuidado em não consumir produtos altamente gordurosos e com excesso de sal, como salsichas, lingüiças e embutidos. "Concluímos que, apesar do cuidado da equipe médica em reforçar a importância dos bons hábitos de vida, a maioria das pessoas acredita mais na medicação, que é apenas parte do tratamento", afirma Magnoni. Segundo ele, a adoção de práticas saudáveis diminui a morbidade (conjunto de causas capazes de produzir uma doença), a mortalidade e reduz a necessidade do uso de remédios, além de incorporar qualidade ao atendimento.

Para uma alimentação ideal é necessário incluir frutas, legumes e verduras nas refeições, diminuir a quantidade de sal, não ingerir produtos embutidos ou enlatados e restringir em até 150 gramas o consumo diário de carne. Os exercícios físicos devem fazer parte da rotina (mínimo de 30 minutos de atividade, cinco vezes por semana).

Pioneirismo - A partir dos resultados da pesquisa, foram realizadas mudanças na forma da abordagem nutricional com os pacientes. Ela passou a ser em grupo e abranger de maneira mais significativa o conceito da multidisciplinaridade, recursos que, de acordo com Magnoni, podem colaborar para uma fixação maior das orientações. A diferença entre o atendimento individual e em grupo, segundo ele, é que no coletivo as pessoas expõem abertamente os seus anseios e dúvidas, além de interagirem, trocando experiências. "Isso estimula mudanças", constata. E o reforço sobre os vários aspectos envolvidos no tratamento, além do recurso químico, tem como meta alertar sobre o papel do conjunto de fatores que interferem na saúde. Para conferir a eficácia das medidas, o médico pretende repetir a pesquisa dentro de um ano.

Fonte: www.sbh.org.br
 

 
atalhodicas
sosvida@sosvida.com.br - 55 71 3277 8004
 
©2006 S.O.S Vida - Todos os direitos reservados