A incidência de queda na vida de uma pessoa idosa é comum, mas pode representar sérios riscos a saúde. Atualmente estima-se que cerda de 40% dos idosos, acima dos 80 anos, cai pelo ao menos uma vez a cada ano e que 12% dos óbitos, na população geriátrica, têm relação causal com as quedas.
A queda, ou seja, o deslocamento desproposital do corpo, pode estar associado a diversos fatores e sua ocorrência pode apontar para um novo sintoma de uma nova patologia. Embora a queda seja conseqüência do envelhecimento, é importante observar quais os fatores de riscos responsáveis pela sua ocorrência.
Segundo pesquisas da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), os idosos quando internados por alguma consequência decorrente da queda, tais como fratura, dentre outros ferimentos importantes, ficam hospitalizados por um período de tempo maior do que quando dão entrada por outras razões. Por esse motivo é importante submete-los a avaliações que possam apresentar um diagnóstico das causas, para então adotar medidas preventivas e dar início ao tratamento.
Idosos que caem podem estar sofrendo de um declínio funcional, resultante das alterações fisiológicas, comum ao processo de envelhecimento, mas que afeta significativamente a vida social da pessoa. Quando caem durante suas atividades cotidianas, sem nenhum risco aparente, tendem a ficar vulnerável a sentimentos de ameaça, humilhação e culpa, potencializando a incidência de agravos psicológicos, como o medo de cair novamente, baixa auto-estima e até mesmo depressão.
A queda compromete o bem-estar da vítima. Por isso, é importante que todos se preocupem com os fatores que aumentam a probabilidade de sua ocorrência, com o objetivo de minimizá-los. Assim a sociedade estará colaborando com a redução desse índice.
Ocorrência de queda por faixa etária ao ano, segundo AMB e CFM:
• 32% - pacientes de 65 a 74 anos;
• 35% - pacientes de 75 a 84 anos;
• 51% - pacientes acima de 85 anos;
Observações:
• A freqüência é maior em mulheres, mesmo se ele tiver a mesma faixa etária do homem;
• Aumento de 10% de freqüência em idosos que moram em asilos ou casa de repouso.
Causas mais frequentes:
• Distúrbios de deambulação;
• Comprometimento do equilíbrio;
• Comprometimento da visão (redução da percepção de distância);
• Comprometimento da audição (não escuta sinais de alarme);
• Confusão mental;
• Fraqueza;
• Vertigens;
• Tonturas;
• Alteração postural;
• Hipotensão ortastática;
• Lesão do Sistema Nervoso Central;
• Síncope;
• Labirintopatias.
Possíveis conseqüências:
• Traumas;
• Fraturas;
• Seqüelas;
Algumas precauções:
• Consumo de alimentos com alto teor de vitamina D e cálcio;
• Luz solar;
• Atividade física.
Fonte: www.into.saude.gov.br ; www.projetodiretrizes.org.br
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